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Açores

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Um viajante com alguma tarimba disse-me que não devemos descrever um destino adjetivando-o de “paraíso”. Uma vez utilizada essa designação ficamos em dívida para com o resto do mundo. Confesso desde já a minha dificuldade em descrever os Açores. É que acho mesmo aquelas ilhas uma espécie de versão portuguesa do paraíso. Desde logo porque o contraste entre o verde da montanha e o azul do mar não foi, sequer em detalhes, minimamente alterado pelo recente boom turístico provocado pelos voos low cost no arquipélago. Os Açoes, as suas nove ilhas, são um património natural riquíssimo, onde podemos encontrar trilhos magníficos, praias desertas, o Atlântico um pouco mais quente, jamantas, baleias e golfinhos, a montanha mais alta de Portugal. Tudo absolutamente intocado e inalterado pelo homem em nome da voracidade do turismo. É essa a maior riqueza da região. Isso e as pessoas. A simpatia de quem recebe, a simplicidade de processos, as tradições que se alastram da gastronomia às crenças. Um micro-clima que não fustiga no verão nem arrefece no inverno. Ilhas com paisagens diferentes mas sempre com a natureza em estado puro. Um pedaço de Portugal que nos prova que o turismo sustentado é o caminho certo. Uma região que, a apenas duas horas de Lisboa, nos mostra paisagens dignas de um cartão postal. Não conhecer estas ilhas é ignorar, na minha opinião, o maior património natural que Portugal tem para oferecer. passei os últimos 30 anos a viajar pela região e, até ver, não existe paraíso assim. Espero-vos!

Tiago Franco

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